Como responder perguntas da platéia


Um dos momentos mais desafiadores que considero em uma palestra, é o momento das perguntas. Isso porque muitas perguntas que surgem estão fora do contexto do discurso já abordado. Não sei se acontece com você, mas comigo geralmente sim. Quando estamos falando em público e alguém no meio da platéia levanta o braço, demonstrando o desejo de fazer uma pergunta, nós nos sentimos desafiados, por mais que conheçamos o assunto, por mais que nos tenhamos preparado para a apresentação e por mais que tenhamos previsto a possibilidade de que as pessoas pudessem nos questionar.

Precisamos ficar atentos para não sermos repetitivos e não valorizarmos as perguntas sempre da mesma forma todas as vezes, dizendo por exemplo, “Muito importante esta questão”, ou “Bem colocada esta pergunta”. Se pensarmos melhor poderemos encontrar maneiras diferentes e criativas de valorizar as perguntas.

Como se comportar ao dar a resposta

Depois de termos ouvido atentamente a pergunta, repetido para nos certificarmos de que a compreendemos bem, julgado sua propriedade para o assunto e valorizado a iniciativa de quem a formulou, devemos iniciar a resposta olhando na direção de quem fez o questionamento; em seguida nossa comunicação visual tem de ser distribuída para todos os ouvintes, para que fique claro que a explanação é feita para o auditório em geral e no momento de encerrar devemos voltar a falar na direção do autor da questão, simbolizando com esta atitude que a sua pergunta foi respondida.

A sessão de perguntas e respostas poderá ser combinada no início

Se o orador possuir larga experiência no assunto, longo tempo para falar e estiver diante de uma platéia reduzida (menos de 100 pessoas), poderá abrir espaço para as perguntas logo no princípio e ficará à vontade para responder às questões, desde que sejam consideradas apropriadas. Diante de platéias maiores talvez seja interessante receber as perguntas por escrito e respondê-las no final.

Se o orador não se sentir tão seguro sobre a sua apresentação, seria mais apropriado deixar as perguntas para o final, pois seu raciocínio não seria interrompido durante a exposição e no encerramento as questões talvez ocorressem em menor número ou até nem fossem formuladas.

Se entretanto, mesmo dominando o assunto, mas com tempo reduzido ou suficiente apenas para transmitir as informações planejadas, abrisse para perguntas sem nenhum critério, ou não conseguiria expor toda a mensagem planejada, ou não cumpriria o tempo estipulado.

Por isso é interessante sempre que possível, principalmente nesta última hipótese, combinar com a platéia como será o tratamento dispensado às perguntas.

Poderíamos dizer por exemplo:
“Gostaria muito que todos participassem com perguntas sempre que desejassem, porque assim poderei dirigir as informações de acordo com o interesse do grupo. Entretanto, tenho um tempo estipulado para a apresentação. Então vamos combinar o seguinte: se a pergunta estiver dentro do ponto abordado no momento, responderei a questão imediatamente; se por acaso a resposta tiver sido planejada na seqüência, pedirei que aguardem até que eu possa cobrir esta parte da matéria, e se depois julgarem que as informações foram insuficientes, abordarei os aspectos do tema com maior profundidade. Se eventualmente, o problema fugir do objetivo de nossa reunião, pedirei que me procurem no final para conversarmos a respeito.”

Assim, com tudo combinado, será mais fácil para responder, pedir que aguardem um pouco mais, ou deixar o assunto para depois da apresentação.

Autor: Reginaldo Rocha
Fonte: evangelhohoje.blogspot.com

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