terça-feira, 10 de maio de 2011

Igreja é comunicação


Na igreja, o altar comunica. As roupas comunicam. A organização dos bancos e dos outros móveis comunica. O olhar dos membros para com o visitante comunica. A música comunica. A limpeza das áreas comuns, inclusive banheiros, comunica. A mensagem pastoral comunica, ainda que cada vez menos. O boletim tenta comunicar. Tudo na igreja é comunicação.

Essa realidade é percebida por todos os líderes que buscam o crescimento sustentado de sua comunidade de fé. A migração eletrônica e midiática de muitas denominações demonstra que às vezes é possível ser uma igreja de um só ou poucos templos e contar com centenas de milhares de fiéis, muito mais do que os que freqüentam semanalmente os espaços dedicados aos cultos e outras reuniões. Se isso é bom ou não só é possível avaliar pelos frutos que permanecem, não apenas numéricos, mas conforme orientado pela Bíblia.

Ainda há muitos pastores que acreditam erroneamente ser a sua palavra obrigatoriamente o centro da liturgia. Permanece a ilusão que essa mensagem é suficiente, em meio à cacofonia de manifestações religiosas contraditórias que as pessoas estão sujeitas no seu dia-a-dia. Pior ainda, se encontram líderes eclesiásticos que lidam com sua vocação de forma burocrática, sem dedicar tempo à visitação durante a semana, atendimento pastoral em horário comercial e mesmo em fazer contatos telefônicos nos momentos de maior significado na vida dos membros.

Saber dominar os canais possíveis de comunicação e envolver a liderança laica nos esforços de comunicar é algo essencial para frutificar nos dias atuais. Imaginar que ficar fora da Internet não faz diferença é correr o risco de ver aumentar a faixa etária média dos membros com poucas possibilidades de renovação. Não treinar alguém da secretaria ou a si mesmo no uso das ferramentas sociais de interação, utilizando-se do computador para produzir desde malas diretas até blogs é certeza de perder pouco a pouco a capacidade de influenciar seu rebanho de forma mais efetiva.

Não abraçar, não sorrir, não ouvir, não estar atento a um olhar mais triste ou preocupado, todas essas atitudes impedem o fluir da comunicação. Ter pressa todo dia para ir embora é o sinal mais claro que o pastor perdeu boa parte do contato com sua congregação. Escrever bonito, mas de um jeito que só teólogos entendem, é praticamente o mesmo que faziam os escribas tão criticados nos evangelhos. A comunicação na Igreja deve servir para atrair a todos quanto possível para se converterem a Cristo. A cruz comunica: “E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim.” João 15: 32.

A comunicação é algo tão importante que precisa ser pensada de forma estratégica. A preocupação em ser uma igreja que comunica adequadamente deve ser parte de uma filosofia que orienta cada iniciativa e atenção para com os membros, potenciais membros e a sociedade em geral. Há quatro tipos de problemas que podem interferir nesse processo**: 1. Barreiras mecânicas ou físicas, quando, por exemplo, o equipamento de som está muito alto, baixo ou distorce a voz; 2. Barreiras fisiológicas, quando disfunções genéticas e deficiências impedem, dificultam ou atrapalham a comunicação; 3. Barreiras psicológicas, quando crenças, atitudes, cultura ou valores colaboram com o preconceito e alimentam estereótipos; 4. Barreiras semânticas, quando o uso de uma linguagem inacessível ou fora da realidade do receptor impede a compreensão ou não gera o efeito desejado.

Num tempo de sobrecarga de informações, a igreja corre o risco de ser apenas mais uma – frágil - voz que não consegue influir na vida das pessoas. Nesse cenário, não ganha quem grita mais alto, mas sim, quem tem a palavra certa, no momento correto, anunciada da melhor maneira possível, com interesse genuíno pela felicidade do outro. “Quão boa é a palavra dita a seu tempo” Provérbios 15: 23. “As palavras suaves são favos de mel, doces para a alma, e saúde para os ossos” Provérbios 16: 24.

Para sobreviver atualmente todos aprenderam a ter uma percepção seletiva do que lhes é comunicado. Alcançar credibilidade, confiabilidade e pertinência para que a comunicação chegue até seus destinatários e realmente faça diferença é uma tarefa cotidiana, árdua e que merece reflexão. Uma coisa é certa: o modelo tradicional e já pasteurizado de ‘louvor (cheio de mini-mensagens) + palavra (às vezes demasiadamente longa e sem foco) + apelo (sem gerar compromisso real)’ não dá conta de manter uma congregação alimentada o suficiente para se firmar na fé e não se sentir atraída por outras ofertas religiosas.

Há sempre o risco da igreja local se tornar tão fechada, hermética, que a linguagem se restringe aos iniciados e afasta novos interessados. Quando se chega a esse ponto, que ninguém mais se preocupa com a comunicação, deixou de ser igreja e passou a ser clube social, restrito a sócios e com tendências elitistas. Ser igreja de verdade é buscar se comunicar como Cristo ensinou, para todos e com a palavra certa.

Leia o livro “Planejamento de Relações Públicas na Comunicação Integrada” (2003), de Margarida Kunsch, pela Editora Summus Editorial.

Autor: Luciano Sathler
Site: www.institutojetro.com

11 dicas para escrever um bom artigo


Você conhece alguém ou é daqueles que sente que tem muita informação para passar mas não sabe como fazer isso? Talvez seja um pastor que tem revelações maravilhosas a respeito da Palavra e gostaria de escrever algumas delas para o conhecimento de outros mas nunca consegue. Ou pode ser um profissional com muita bagagem que nem se arrisca a trilhar o caminho da escrita porque não se acha capaz. Mas acredite: escrever um bom artigo é bem mais fácil do que se imagina. Conheço escritores “natos” – aqueles que nasceram com o dom da escrita – mas também já li muitos textos excelentes de pessoas que, seguindo algumas regrinhas básicas, conseguiram ser claros e convincentes em seus artigos – mesmo detestando gramática, redação e afins.
Então, vamos a elas!

1. A primeira coisa que você deve definir é seu público alvo. Com exceção aos grandes clássicos da literatura mundial, posso afirmar sem medo que livros escritos para todos acabam por não serem lidos por ninguém. Com artigos, é a mesma coisa. Não dá para escrever algo que alcance com o mesmo êxito crianças, jovens e adultos, intelectuais e leitores esporádicos. Para cada público, será diferente – ainda que o assunto seja o mesmo. Além disso, definir seu público antes de escrever facilita a composição do texto, a escolha do vocabulário e a abordagem do assunto.

2. Escolhido o público, identifique-se com ele. Coloque-se no lugar do seu leitor e escreva especialmente para ele. Não se coloque acima nem abaixo dele, não queira se demonstrar um super-herói nem um fracassado. Inclua experiências de sua vida no texto – elas o tornam mais atrativo e agradável – e procure ilustrações ou referências para enriquecer o material.

3. Trate seu leitor com respeito: não o considere um “perito” no assunto ao ponto de usar apenas termos técnicos e de difícil compreensão mas também não o trate como incapaz. Tenha como alvo que ao final da leitura o leitor deverá estar, no mínimo, tão informado quanto você a respeito daquele assunto.

4. Releia seu artigo no mínimo cinco vezes, em momentos diferentes, e reescreva o que achar necessário.

5. Comece o artigo de forma “leve”. O primeiro parágrafo é aquele que faz o leitor se interessar ou não pela continuação da leitura. Você pode torna-lo mais agradável ao expor ali alguma história, ou, em caso de um texto muito técnico, se mostrar ali onde pretende chegar e o que irá abordar (para isso, responda nessas primeiras linhas a perguntas como “quando”, “como”, “porquê” e “para que”).

6. Se preciso, deixe o título por último. Isso porque é mais fácil você se concentrar numa idéia, numa proposta, num assunto – o que é mais abrangente - e, depois de pronto artigo, escolher o nome da obra de acordo com o rumo que ela seguiu.

7. Sempre que sentir uma “inspiração”, escreva! Seus rascunhos podem ser preciosos a curto ou longo prazo.

8. Se você quer convencer alguém de alguma coisa, o melhor é deixá-lo chegar à conclusão sozinho, em vez de você impor a sua. Tive um professor que dizia que se o leitor chegar à mesma conclusão que você, nasce ali um aliado; mas se você apresentar a sua conclusão antecipadamente, terá um desconfiado. Então, o segredo é colocar os dados, formular a pergunta que o leitor deve responder, dar alguns argumentos importantes e parar por aí.

9. Uma outra dica é reescrever o texto pela metade do inicial. Ou seja, se o seu primeiro artigo ocupou quatro páginas, reescreva-o em apenas duas, sem deixar que o conteúdo se perca. Parece impossível, mas não é. Ao fazer isso, você exclui frases inúteis, produz outras mais curtas e troca termos complicados por palavras comuns, mais claras. Esse exercício é fundamental para que você consiga ser direto em seu artigo sem perder o poder de argumentar e a relevância do conteúdo. Experimente!

10. Se você é pastor ou líder de ministério e quer escrever especificamente para o público evangélico, pode lançar mão do chamado “crentês”, aquele vocabulário que só mesmo nós, crentes, conhecemos. Mas faça a si mesmo o desafio, nem que seja de vez em quando, de escrever textos que possam ser lidos e entendidos por aqueles que não estão nas igrejas. Esse exercício também pode lhe ajudar a escrever de forma mais exata e consistente, além é claro, de expandir seu vocabulário.

11. Se você não domina o assunto a que se propõe escrever, pesquise. É melhor gastar alguns minutos se informando do que escrever besteira. Ao mesmo tempo, não faça da sua falta de informação um empecilho. Você não precisa ser um professor naquela área para passar algo relevante aos leitores. Basta querer!

Autor: Rosana Salviano Salabai
Site: www.institutojetro.com

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Comunicadores Cristãos agora têm entidade de representação


A primeira assembleia de constituição da Associação Brasileira de Comunicação Cristã (ABCC) aconteceu na quarta-feira, 9/2, em São Paulo, com a presença de diversos profissionais e empresários de comunicação evangélicos. Além da constituição da entidade, a reunião teve como objetivo discutir a atual condição da mídia e dos comunicadores cristãos, bem como propor a linha de atuação que norteará os trabalhos da ABCC e propostas de representação da classe empresarial e profissional.

Dentre as atividades a serem desenvolvidas pela associação estão: promover qualificação técnica e profissional; promover consultoria e suporte jurídico, fiscal e de projetos; promover a ética no meio; promover questionamentos, debates, treinamentos, workshops e pesquisas, com objetivo de fortalecer e capacitar o setor midiático, muitas vezes fragilizado e desestruturado. Tudo isso voltado para profissionais de comunicação cristãos que trabalham na mídia gospel e tradicional, profissionais das mídias denominacionais, pastores comunicadores, empresários e veículos de comunicação evangélicos.

O surgimento da ABCC vem ao encontro de interesses destes grupos profissionais e empresariais, que em sua grande maioria ficavam isolados e dispersos, sem auxílio para suas diversas dificuldades na carreira e de gestão nos negócios de comunicação. A associação nasce, portanto, como suporte e instrumento agregador para o setor e com a missão de alertar os que estão usando a mídia cristã de forma equivocada.

“Nosso maior interesse e objetivo é fortalecer os profissionais e as mídias cristãs, para que eles possam continuar prestando bons serviços para proclamação do Reino”, resumiu Eduardo Berzin, eleito presidente da ABCC, para o biênio 2011/2013.

Além de atividades voltadas à comunidade profissional e empresarial, a ABCC também irá proporcionar visibilidade para o segmento evangélico – cada vez mais crescente e constituído por consumidores de notícias de seu interesse, além de produtos e serviços de toda espécie. Esse grupo forma parte significativa da população brasileira, distribuídas em todas as profissões e atividades, classe social, política, acadêmica etc. e é alvo das empresas, prestadores de serviços e agências de publicidade que não conseguem comunicar-se ou aproximar-se dele de forma adequada, uma vez que não o conhece, pois é influenciado e transita pelas mais diferentes nuances eclesiásticas.

Funcionamento
A Associação Brasileira de Comunicação Cristã funcionará com grupos de trabalho junto aos seus associados e desenvolverá projetos focados em todas as mídias, como televisão, rádio, publicações impressas e eletrônicas; e profissionais, como jornalistas, assessores de imprensa e relações públicas, designers, editores, produtores de conteúdo, de vídeos e de shows, fotógrafos, publicitários entre outros.

Para levar todos os seus projetos a cabo, a ABCC tem uma diretoria, constituída na primeira assembleia, formada pelos seguintes nomes: Eduardo Berzin, presidente; Marcos Corrêa, vice-presidente; Adriana Bernardo, 1ª secretária e diretora de Comunicação; além de diretores para atender e desenvolver planos de ação para diversas áreas na entidade, entre eles: Marcelinho Machado, relações públicas; Kelly Conde, televisão; Ibraim Gustavo, rádio; Magno Paganelli, editor; Rogério Barrios, diretor de arte; Mônica Cintra, mídia impressa; Oséias Brandão, mídia digital e novas mídias; Joice Camargo, pesquisa; Edmilson Doninha, captação; Maurício Soares, publicidade e marketing; Dr. Marcos Soler, Jurídico; José Carlos Bernardi, jornalismo.

Para Bernardi, a ética é como um farol que guia o navio em sua navegação. “Essa deve ser também a função da associação, um farol para direcionar seus associados”. O jornalista também disse que a entidade deve ter poder para esclarecer pensamentos errôneos que a mídia tradicional, por desconhecimento ou preconceito, publica sobre o segmento cristão evangélico.

Lançamento
A Associação Brasileira de Comunicação Cristã será lançada oficialmente em Sessão Solene que acontece no dia 28 de fevereiro, às 20h, na Assembleia Legislativa de São Paulo. Na cerimônia, solicitada pelo deputado José Bruno, estará presente todo o quadro diretivo da instituição, bem como convidados especiais, entre os quais, pastores-presidentes, líderes evangélicos, autoridades parlamentares e governamentais, profissionais e empresários de comunicação cristãos, entidades e instituições que usam a comunicação cristã em suas atividades.

A entrada na solenidade, que acontece no Plenário Juscelino Kubitscheck, é livre a todos que têm interesse ou fazem parte do segmento de comunicação.

Assessoria de Imprensa
Associação Brasileira de Comunicação Cristã / ABCC
assessoria@ebfeventos.com.br

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Como responder perguntas da platéia


Um dos momentos mais desafiadores que considero em uma palestra, é o momento das perguntas. Isso porque muitas perguntas que surgem estão fora do contexto do discurso já abordado. Não sei se acontece com você, mas comigo geralmente sim. Quando estamos falando em público e alguém no meio da platéia levanta o braço, demonstrando o desejo de fazer uma pergunta, nós nos sentimos desafiados, por mais que conheçamos o assunto, por mais que nos tenhamos preparado para a apresentação e por mais que tenhamos previsto a possibilidade de que as pessoas pudessem nos questionar.

Precisamos ficar atentos para não sermos repetitivos e não valorizarmos as perguntas sempre da mesma forma todas as vezes, dizendo por exemplo, “Muito importante esta questão”, ou “Bem colocada esta pergunta”. Se pensarmos melhor poderemos encontrar maneiras diferentes e criativas de valorizar as perguntas.

Como se comportar ao dar a resposta

Depois de termos ouvido atentamente a pergunta, repetido para nos certificarmos de que a compreendemos bem, julgado sua propriedade para o assunto e valorizado a iniciativa de quem a formulou, devemos iniciar a resposta olhando na direção de quem fez o questionamento; em seguida nossa comunicação visual tem de ser distribuída para todos os ouvintes, para que fique claro que a explanação é feita para o auditório em geral e no momento de encerrar devemos voltar a falar na direção do autor da questão, simbolizando com esta atitude que a sua pergunta foi respondida.

A sessão de perguntas e respostas poderá ser combinada no início

Se o orador possuir larga experiência no assunto, longo tempo para falar e estiver diante de uma platéia reduzida (menos de 100 pessoas), poderá abrir espaço para as perguntas logo no princípio e ficará à vontade para responder às questões, desde que sejam consideradas apropriadas. Diante de platéias maiores talvez seja interessante receber as perguntas por escrito e respondê-las no final.

Se o orador não se sentir tão seguro sobre a sua apresentação, seria mais apropriado deixar as perguntas para o final, pois seu raciocínio não seria interrompido durante a exposição e no encerramento as questões talvez ocorressem em menor número ou até nem fossem formuladas.

Se entretanto, mesmo dominando o assunto, mas com tempo reduzido ou suficiente apenas para transmitir as informações planejadas, abrisse para perguntas sem nenhum critério, ou não conseguiria expor toda a mensagem planejada, ou não cumpriria o tempo estipulado.

Por isso é interessante sempre que possível, principalmente nesta última hipótese, combinar com a platéia como será o tratamento dispensado às perguntas.

Poderíamos dizer por exemplo:
“Gostaria muito que todos participassem com perguntas sempre que desejassem, porque assim poderei dirigir as informações de acordo com o interesse do grupo. Entretanto, tenho um tempo estipulado para a apresentação. Então vamos combinar o seguinte: se a pergunta estiver dentro do ponto abordado no momento, responderei a questão imediatamente; se por acaso a resposta tiver sido planejada na seqüência, pedirei que aguardem até que eu possa cobrir esta parte da matéria, e se depois julgarem que as informações foram insuficientes, abordarei os aspectos do tema com maior profundidade. Se eventualmente, o problema fugir do objetivo de nossa reunião, pedirei que me procurem no final para conversarmos a respeito.”

Assim, com tudo combinado, será mais fácil para responder, pedir que aguardem um pouco mais, ou deixar o assunto para depois da apresentação.

Autor: Reginaldo Rocha
Fonte: evangelhohoje.blogspot.com

Diferença entre Oratória e Homilética


A história nos mostra homens fantásticos capazes de afluir multidões e levar adiante de si, simplesmente com o poder da palavra. Com apenas uma palavra todo o nosso universo foram criados. Com apenas uma palavra, reinos foram subjugados. Com apenas uma palavra, guerras foram desfeitas [“Independência ou morte!”]. Com apenas uma palavra, homens mudaram a história do mundo. Homens que tinham “Um sonho”. Homens que fizeram uso da oratória para alcançar seus ideais. Tanto a oratória quanto a homilética lida com a palavra ou a arte de falar em público.

Vemos vários conceitos quando buscamos referências sobre falar em público. Um termo em especial provoca nossa curiosidade: Qual a diferencia entre a Oratória e a Homilética?

I. Oratória

Trata-se de método de discurso, da arte de como falar em público ou o conjunto de regras e técnicas que permitem apurar as qualidades pessoais de quem se destina a falar em público.
Na Grécia Antiga, e mesmo em Roma, a oratória era estudada como componente da retórica (ou seja, composição e apresentação de discursos), e era considerada uma importante habilidade na vida pública e privada. Aristóteles e Quintiliano estão entre os mais conhecidos autores sobre o tema na antiguidade.

Um profissional com um certo carisma pessoal e que domina as técnicas e dicas de oratória – normalmente realiza apresentações atraentes, dinâmicas e elucidativas.

O grande comunicador descobriu sua maneira de se expressar e adquiriu dicas e técnicas de oratória. A maioria ainda possui a oratória antiga como referência que se caracterizava pela pronúncia de palavras rebuscadas e o comportamento extremamente formal com o público. A oratória moderna está mais próxima da arte de uma conversa bem articulada com o auditório.

II. Homilética

Homilia é uma preleção dada por um sacerdote no decorrer de um culto religioso após a leitura do Antigo Testamento e/ou do Novo Testamento. A homilia tem a função de explicitar a fé o significado dos vários elementos das sagradas escrituras, também em relação à situação dos presentes, para que o encontro dialogal com Deus se torne verdadeiramente consciente para todos e cada um. Na prática, a homilia deve ser uma “conversa familiar” do homiliasta com o povo de Deus.

O termo Homilética é derivado do Grego “HOMILOS” o que significa, multidão assembléia do povo, derivando assim outro termo, “HOMILIA” ou pequeno discurso do verbo “OMILEU” conversar.

O termo Grego “HOMILIA” significa um discurso com a finalidade de Convencer e agradar. Portanto, Homilética significa “A arte de pregar” .

A arte de falar em público nasceu na Grécia antiga com o nome de Retórica. O cristianismo passou a usar esta arte como meio da pregação, que no século 17 passou a ser chamada de Homilética.

Autor: Reginaldo Rocha
Fonte: evangelhohoje.blogspot.com

Dicas de comunicação e expressão


Muitas pessoas falam demais e se comunicam de menos. Quando necessitamos dizer algo, é instintivo o desejo de falar imediatamente. No entanto não é o ideal para uma boa comunicação. O diálogo é a comunicação entre duas ou mais pessoas. Já o monólogo, é quando apenas um fala.

Algumas pessoas não diferenciam uma situação da outra e acabam falando demais. Por uma série de fatores, é importante que você seja um bom ouvinte:

As pessoas gostam de ser ouvidas e se sentirão prestigiadas por você.
Você captará melhor toda a exposição do outro.
As idéias do outro podem ser importantes ao desenvolvimento daquilo que será dito por você em seguida.
Pessoas que falam demais são muitas vezes consideradas como chatas.

DICAS PARA FALAR MELHOR

SEJA VOCÊ MESMO – Essa é a primeira e maior dica de como falar melhor: a naturalidade acima de tudo. Nenhuma técnica poderá ser mais importante que a sua naturalidade. Aprenda, aperfeiçoe, progrida, mas ao falar seja sempre natural.

PRONUNCIE BEM AS PALAVRAS – Pronuncie completamente as palavras. Principalmente não omita a pronuncia dos “s” e “r” finais e dos “i” intermediários. Por exemplo: fale primeiro, janeiro, terceiro, precisar, trazer, levamos, e não janero, tercero, precisá, trazê, levamo. Pronuncie todos os sons corretamente.

FALE COM BOA INTENSIDADE – Se falar muito baixo, as pessoas que estiverem distantes não entenderão suas palavras e deixarão de prestar atenção. Também não deverá falar muito alto porque, além de se cansar rapidamente. Poderá irritar rapidamente os ouvintes. Fale numa altura adequada para cada ambiente. Nunca deixe, entretanto de falar com entusiasmo e vibração. Se não demonstrar interesse por aquilo que transmite, não conseguirá interessar sua platéia.

FALE COM BOA VELOCIDADE – Não fale rápido demais. Se a sua dicção for deficiente será ainda mais grave, já que dificilmente alguém conseguirá entendê-lo. Também não fale muito lentamente, com pausas prolongadas, para não entediar os ouvintes.

TENHA UM VOCABULÁRIO ADEQUADO – Um bom vocabulário tem de estar isento de excesso de termos pobres e vulgares, como as gírias. Por outro lado, não se recomenda um vocabulário repleto de palavras difíceis e quase sempre incompreensíveis. Evite também o vocabulário especifico de sua profissão diante de pessoas não familiarizadas com esse tipo de palavreado.

TENHA INÍCIO, MEIO E FIM – Toda fala, seja numa simples conversa ou numa apresentação para uma grande platéia, precisa ter inicio, meio e fim. Parece óbvio, mas não é. Planejar como será o início, meio e fim é fundamental antes de uma apresentação em público.

FALE COM ENTUSIASMO – Vibre com sua mensagem, demonstre emoção e interesse nas suas palavras e ações. Assim, terá autoridade para interessar e envolver seus ouvintes.

Autor: Reginaldo Rocha
Fonte: evangelhohoje.blogspot.com

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Como usar o microfone corretamente


Seria difícil imaginar os dias de hoje sem a presença do microfone. Sua utilidade é incontestável. Ele permite que a comunicação do orador seja mais natural e espontânea, possibilitando falar a grandes platéias da mesma forma como se conversa com uma ou duas pessoas.

Mesmo possuindo todas essas qualidades, o microfone, muitas vezes, é visto como um terrível inimigo, chegando a provocar pânico em determinados oradores, principalmente naqueles menos habituados com a tribuna. Isso ocorre por não se observar certos procedimentos elementares, mas de capital importância a uma boa apresentação. Vejamos, de forma resumida, o que deve ser feito para o bom uso do microfone:

Microfone de lapela
Este tipo de microfone praticamente não apresenta grandes problemas quanto à sua utilização; ele é preso na roupa por uma presilha tipo “jacaré”, de fácil manuseio. É muito útil quando se pretende liberdade de movimentos na tribuna. Para usá-lo bem, basta atentar aos itens que passaremos a comentar.

a. Ao colocá-lo na lapela, na gravata ou na blusa, procure deixá-lo na altura da parte superior do peito, pois ele possui boa sensibilidade e a essa distância poderá captar a voz com perfeição.
b. Enquanto estiver falando, não mexa no fio. É comum observar oradores segurando, enrolando, ou torcendo o fio do microfone. Já presenciamos casos que se mostraram cômicos; em um deles, sem perceber, o orador começou a enrolar o fio do microfone e, quando chegou ao final da apresentação, assustou-se ao verificar que esta com mais de dois metros de fio nas mãos.
c. Outra precaução importante a ser tomada ao usar o microfone de lapela é a de não bater as mãos ou tocar no peito com força, próximo ao microfone, enquanto estiver falando, porque esses ruídos também são ampliados, prejudicando a concentração e o entendimento dos ouvintes.
d. É perigoso fazer comentários alheios ao assunto tratado de qualquer microfone, porque sempre poderão ser ouvidos. No caso do microfone de lapela o problema passa a ser muito mais grave por causa da sua alta sensibilidade. Ele permite captar ruídos a uma considerável distância. Isto sem conta que, preso na roupa, sempre o acompanhará.
e. Talvez não seja necessário fazer este tipo de comentário, mas como já presenciamos inúmeros ocorridos desagradáveis, vale a pena alertar o orador para que não se esqueça de retirar o microfone quando terminar de falar e for sair da tribuna.

Microfone de pedestal
Este tipo de microfone exige maiores cuidados para sua melhor utilização. É um microfone mais comum e encontrável na maioria dos auditórios. Veja agora o que deverá fazer para evitar problemas e melhorar as condições de sua apresentação.

a. Inicialmente verifique como funciona o mecanismo da haste onde o microfone se sustenta e se existe regulagem na parte superior onde ele é fixado. Treine esses movimentos, abaixando e levantando várias vezes a haste, observando atentamente todas as suas peculiaridades. Evidentemente essa tarefa deverá ser realizada bem antes do momento de se apresentar, de preferência sem a presença de nenhum ouvinte. Se isto não for possível, verifique a atuação dos outros oradores mais habituados com o local e como se comportam com o microfone que irá usar.
b. Já familiarizado com o mecanismo de regulagem da altura, teste a sensibilidade do microfone para saber a que distância deverá falar. Normalmente a distância indicada é de dez a quinze centímetros, mas cada microfone possui características distintas e é prudente conhecê-las antecipadamente. Se durante o teste estiver acompanhado de um amigo ou conhecido, peça que ele fique no fundo da sala e diga qual a melhor distância e qual a altura ideal da sua voz.
c. Ao acertar a altura do microfone, procure não deixar na frente do rosto, permitindo que o auditório veja o seu semblante. Deixe-o a um ou dois centímetros abaixo do queixo.
d. Ao falar, não segure na haste e fale sempre olhando sobre o microfone; dessa forma o jato da voz será sempre captado: assim, quando falar com as pessoas localizadas nas extremidades da sala, ou sentadas à mesa que dirige a reunião, normalmente posicionada no sentido lateral, gire o corpo de tal maneira que possa sempre continuar falando com os olhos sobre o microfone.
e. Fale, não grite, isso mesmo, aja como se estivesse conversando com um pequeno grupo de amigos. Isso não quer dizer que deverá falar baixinho, sem energia; ao contrário, transmita sua mensagem animadamente, com vibração, mas sem gritar.
f. Se for preciso segurar o microfone com a mão para se movimentar na tribuna, o cuidado com o jato de voz deverá ser o mesmo; nesse caso não movimente a mão que segura o microfone e deixe-o sempre à mesma distância.

Microfone de mesa
O microfone de mesa requer os mesmo cuidados já mencionados, com a diferença de normalmente ser apoiado sobre uma haste flexível. Ao acertar a altura não vacile, faça-o com firmeza e só comece a falar quando tiver posicionado da maneira desejada.

Se lhe oferecerem um microfone no momento de falar, antes de aceitar ou recusar, analise algumas condições do ambiente. Se os outros falaram sem microfone e se a sala não for muito ampla e permitir que a voz chegue até os últimos ouvinte, sem dificuldade, poderá recusá-lo. Se alguns oradores se apresentaram valendo-se do microfone, ou se sentir que o tamanho da sala e a acústica impedirão sua voz de chegar bem até os últimos elementos da platéia, aceite-o.

Se o microfone apresentar problemas e você perceber que eles persistirão, desligue-o e fale sem microfone. Não peça opinião a ninguém sobre essa atitude. A apresentação é sua e você é o responsável pelo seu bom desempenho. O microfone deve ajudar a exposição. Se, ao contrário, atrapalhar, é preferível ficar sem ele.

Autor: Reginaldo Rocha
Fonte: evangelhohoje.blogspot.com