Liderança cristã: agir X reagir


O teólogo John Powell diz que ‘a pessoa inteira é um ator, não um reator'. O colunista Sydney Harris conta uma história em que acompanhava um amigo à banca de jornais.

O amigo cumprimentou o jornaleiro amavelmente, mas como retorno recebeu um tratamento rude e grosseiro. Pegando o jornal que foi atirado em sua direção, o amigo de Harris sorriu polidamente e desejou um bom fim de semana ao jornaleiro. Quando os dois amigos desceram pela rua, o colunista perguntou:

"Ele sempre trata você com tanta grosseria?"
"Sim, infelizmente é sempre assim".
"E você é sempre tão polido e amigável com ele?"
"Sim, sou".
"Por que você é tão educado, já que ele é tão inamistoso com você?"
"Porque não quero que ele decida como eu devo agir".

Esta resposta para mim é fenomenal. Mas, na prática, como liderança, reagimos de forma contrária. Nós o fazemos de forma negativa. Isto acontece muito nas várias áreas dos nossos relacionamentos. Temos a tendência de reagirmos visando sempre defender nossos ‘direitos'.

Powell diz "que muitos de nós, líderes, infelizmente, nos sentimos como um barco que flutua à mercê dos ventos e das ondas. Não temos firmeza quando os ventos se enfurecem e as ondas se encrespam. Dizemos coisas do tipo ‘Ele me deixou enfurecido'. ‘Você realmente me pegou'. ‘Seu comentário me embaraçou terrivelmente'. ‘Esse tempo me deprime'. ‘Esse trabalho me aborrece'. ‘Só de vê-lo fico triste'".

Eu decido como agir e reagir
Alguém disse com muita sabedoria que nós não somos, muitas vezes, responsáveis pelas circunstâncias, mas pelas respostas que damos a elas. Estevão, um diácono e líder tão amado e fiel ao Senhor foi coerente com a sua fé, com os ensinos e o exemplo de Jesus. Ele não olhava para os que o matavam, mas invocava, dizendo: "Senhor Jesus, recebe o meu espírito. "E, pondo-se de joelhos, clamou com grande voz: Senhor, não lhes imputes este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu ou morreu" (Atos 7.59,60).

Jesus é o nosso modelo de liderança, de alguém que sempre agiu e reagiu de forma positiva. Ele nunca permitiu que alguém definisse a Sua reação. Ele nunca se deixou levar pela pressa e pelas pressões. Sempre agiu e reagiu à luz da vontade do Pai. Sigamos o Seu exemplo e não deixemos que os outros com as suas ações definam nossas reações na liderança. Que elas sejam sempre positivas e, acima de tudo, para a Glória de Deus, nosso Pai.

Autor: Oswaldo Luiz Gomes Jacob. Graduado em Teologia pelo Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil.

Fonte: Disponível em http://www.institutojetro.com. Acesso em 18 de setembro de 2013.

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